terça-feira, 9 de novembro de 2010

O racha Colorado

Dependendo do que acontecer em dezembro, Vitório Piffero deixará a presidência do Inter com números até mais expressivos do que os de Fernando Carvalho no cargo máximo do clube. Se for campeão do mundo, poderá brincar com o amigo e braço direito ao lembrar que conquistou uma Sul-Americana a mais do que Carvalho. Mas nem tudo é alegria para o mandatário vermelho. Ele carrega uma ferida ao ver Giovanni Luigi e Pedro Affatato em lados opostos na disputa pelo comando do clube.
Piffero fazia questão de evitar um racha na diretoria. Não conseguiu. E lamenta muito a falha.
- Foi uma derrota política minha. Deixei as coisas acontecerem, e elas aconteceram no caminho contrário do que eu queria. Isso me chateia muito – disse Piffero.
O presidente colorado preferiu não anunciar apoio nem a Luigi, nem a Affatato. Os dois foram importantes em sua gestão.
Vitório Piffero tentou conciliar os dois interessados. Teve reunião com ambos, articulou jogadas políticas, lutou para aparar arestas. Sem sucesso. Figura central no movimento político que comanda o clube desde 2002, ele tem tudo para estar na diretoria em 2011, especialmente se o eleito for Luigi, seu preferido – embora não anunciado.
São coisas do futebol e, principalmente, dos interesses próprios, que muitas vezes, ou na maioria delas, colocam em risco até mesmo um projeto vitorioso de um clube.

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