Dá pra comemorar...
Não subiu, ainda, matematicamente? Pouco importa, manda o sargento Garcia tentar prender o Zorro! Se vier a acontecer, o Figueira não terá subido para a Série A do Brasileiro 2011. O 4 a 0 sobre o América, na noite de terça, foi o resultado que consolidou a volta do Figueirense à elite.
Pode a torcida expressar, agora, com um desabafo enorme, com um grito gutural, com um barulho do tamanho imenso que é o Gigante do Estreito, o que estava engasgado junto à nação alvinegra: este time, por um acidente de percurso, deixou a Série A, é verdade; mas não foi algo justo. O Figueira, desde que subiu, sempre honrou Santa Catarina na elite e só caiu no saldo de gols, por um descuido e falta de percepção a tempo para reagir da gestão anterior.
Um ou outro momento ruim, um ou outro resultado desastroso nos sete campeonatos que disputou, algo normal e que acontece, inclusive, com “grandes” do futebol. Mas, no geral, teve times competitivos.
O Figueira construiu seu nome, passou a ser respeitado, e depois de alguns anos não era mais visto como o “pequeno”, o “aventureiro” que “iria voltar logo à segunda divisão”.
É um clube respeitado, com mercado e com o interesse dos atletas em atuar por ele. Faltava, todos sabiam, era um reencontro com seu torcedor. A questão mercadológica e a visão empreendedora haviam superado em valorização o principal: o apego ao torcedor.
Afinal, o Figueira é da torcida, e não de dirigentes. Talvez esta percepção que a nova diretoria teve foi o que de mais importante aconteceu na troca de comando, que começou em setembro de 2009 e aconteceu formalmente em março deste ano.
Existem camisas que jogam por si, profetizou Nelson Rodrigues. A do Figueira é uma delas. Basta não atrapalhar que o manto faz o resto.
Portanto, se o sargento Garcia não aparecer com o Zorro preso nos próximos dias, pode erguer a bandeira alvinegra na descida da Ponte Pedro Ivo. O Furacão do capitão Goiano, do Fernand0, do muralha Wilson, da estrela de Reinaldo e do “carrossel do Uram”, do determinado e corajoso Nestor Lodetti e, principalmente, da torcida, voltou à elite.
Chapecoense elege hoje seu novo presidente
O Verdão das glórias, da torcida mais fanática e apaixonada de Santa Catarina, passa por um momento de reestruturação, para iniciar 2011 com o pé direito, na busca de voltar a mandar no futebol catarinense. E o projeto, que iniciou com a contratação do técnico Mauro Ovelha, que está de volta, e de mandar alguns boleiros 'mascarados' embora, agora é o momento de eleger o novo mandatário do clube. O processo de eleição já começou com uma vitória: chapa única, sem disputa, que na maioria dos casos prejudica o principal no clube.
O empresário Sandro Palaoro deverá ser eleito o novo presidente da Chapecoense a partir das 19h desta quarta, no Clube Recreativo Chapecoense. Ele encabeça a única chapa inscrita até a terça (9).
Palaoro foi o nome escolhido pela atual diretoria. Ele inclusive atuou como diretor de Futebol e saiu após o insucesso no Campeonato Catarinense, juntamente com o ex-presidente Nei Maidana e o diretor de futebol Jandir Bordignon.
O então vice-presidente, Cleimar Spessatto, assumiu um mandato tampão, que encerraria em dezembro, mas foi antecipado para a montagem do time para o Estadual. O atual diretor de Futebol do clube, Carlinhos Almeida, aposta na sequência do trabalho da atual diretoria. Almeida afirmou que devem continuar nomes como Edir de Marco, Ivan Tozzo e Cleimar Spessatto.
Estão aptos a votar 101 dos 170 conselheiros. Além da eleição da diretoria haverá a escolha do novo presidente do Conselho Deliberativo. O empresário Gilson Vivian, do ramo de segurança, é o candidato inscrito.
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