quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Messi levou o prêmio de melhor do mundo novamente, em 2010. Porém, assim como o resto do mundo, menos os argentinos é claro, eu acho que não foi ele o craque do ano. Tem futebol merecedor com certeza, mas Xavi ou Iniesta, da campeã mundial Espanha deveria ser o vencedor.
O presidente da Uefa, Michel Platini, por exemplo, revelou ao jornal espanhol "Mundo Deportivo" que a entidade passará a entregar em 2012 um prêmio para o melhor jogador da Europa. A iniciativa é uma forma de valorizar o continente após a unificação da Bola de Ouro com o troféu da Fifa para eleger o melhor do mundo.
A Bola de Ouro foi criada em 1956 pela revista "France Football" para coroar o craque do Velho Continente no ano. Platini venceu três vezes (1983, 1984 e 1985). A partir de 1991, a Fifa criou o prêmio de melhor do mundo. Em 2010, os dois troféus foram unificados e Messi foi o primeiro vencedor da Bola de Ouro da Fifa.
- A Uefa dará um prémio especial ao melhor jogador da Europa, seguindo o velho espírito da Bola de Ouro da "France Football" - disse Platini.
O francês também criticou ainda a vitória de Messi na última segunda-feira. Para o presidente da Uefa, os espanhóis Xavi e Iniesta mereciam mais o troféu que o argentino em 2010.
- Messi, não se discute, é o melhor sem discussão. Mas eu teria gostado de Xavi ou Iniesta tivessem vencido. Os baixinhos têm um jogo que me encanta - afirmou.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O Rei da América "nasceu para jogar futebol". D'Alessandro, escolhido como melhor jogador do continente na última segunda-feira pelo jornal uruguaio El País, acredita que ter seguido a carreira de jogador foi uma consequência natural em sua vida.
El Cabézon vem de uma família apaixonada pelo esporte. Não por acaso, o primeiro presente que seus pais lhe deram foi uma bola de futebol. A principal herança que recebeu foi o amor pelo River Plate, mas os pais também exigiram que ele completasse o colégio.
O garoto do bairro de La Paternal cresceu jogando bola na rua com os amigos que, até hoje, o chamam de Andresito. Mas não foram eles que o apelidaram de Cabezón e, sim, seu pai. "Ele sempre me chamou assim".
Em 1988, chegou ao clube do coração. Um treinador estava formando uma equipe da categoria 81 e quis fazer um teste com D'Ale no campo de 11, onde ele jamais havia atuado.
– Ali conheci o Saviola, passando junto com ele por todas as categorias.
El Conejo – O Coelho, apelido de Saviola – saiu do time Millonario em 2001 para o Barcelona. D'Ale permaneceu em Nuñez até 2003, quando se transferiu para o Wolfsburg, da Alemanha, por 9 milhões de euros. Para o atual camisa 10 do Inter, foi o melhor companheiro em toda a sua carreira.
Em 98 partidas pelo River Plate, marcou 23 gols. E, apesar de estar há mais de sete anos longe do clube do coração, ainda considera sua segunda casa.
Embora não esconda seu sentimento pelo time argentino, D'Ale tem uma identificação muito forte com o Inter. Junto com Guiñazu, é o principal ídolo da torcida. O jogador é a contratação mais cara da história do clube: U$ 5,5 milhões no segundo semestre de 2008, após seis meses no San Lorenzo.
Impasse do Gre-Nal
Um impasse em relação à cota a ser paga pela FGF a Inter e Grêmio pode tirar de Rivera o Gre-Nal da Taça Piratini, o primeiro turno do Gauchão Coca-Cola, do Estádio Atílio Paiva, em Rivera. Mandante da partida, o Tricolor pede para jogar no Olímpico, caso não receba para atuar no Uruguai. Uma reunião será realizada após o dia 17, quando o presidente da FGF, Francisco Novelletto, retorna de licença.
— Se não há cota, que seja em Porto Alegre. Havia um acerto verbal de jogar em outro lugar em troca da garantia de uma cota. Como não foi mantida, o Grêmio joga no Olímpico porque tem o mando. O Inter faria isso também — disse o vice-presidente de futebol tricolor, Antonio Vicente Martins.
Hocsman, no entanto, garante que os clubes receberão para jogar no Uruguai, mesmo se não escalarem os times principais. Desta forma, no entanto, não será o mesmo valor que os times receberiam se escalassem força máxima.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Ronaldinho é passado... Ou nem isso mais
O Grêmio pulou fora. Desistiu. Derrubou o rei. Misturou o tabuleiro. Tirou o time de campo. Pediu arrego. Não brinca mais.
Cansou de ser engambelado pelo quase cômico Assis.
E tarde demais, descobriu que palavra vale para alguns. Mas só para alguns.
Até me identifico com isso, jogo nesse time. Palavra, acima de tudo.
Mas é óbvio que, partir do princípio de que todos são confiáveis, é mais do que boa fé no ser humano. Na vida, é muito perigoso. No futebol, ingenuidade inaceitável.
Em se tratando do empresário e irmão de Ronaldinho, então, nem se fala. Paulo Odone, num misto de lamento e desabafo, quase convenceu de tão magoado e surpreso. Pareceu mesmo ser a última pessoa do Brasil a descobrir que não participava de uma negociação, e sim de um grande e patético leilão.
Não dá pra criticar a atitude do Grêmio de encerrar a conversa. Nem de decepcionar-se por não ter merecido prioridade sentimental do jogador que revelou, e que agora quer apagar de sua História.
Mas demorou demais. Ficou óbvio que o clube só desistiu quando sentiu que havia perdido o leilão. Se não concordava com os métodos tortos e leiloeiros do negócio, deveria ter se retirado antes. Teria se poupado de ser usado e exposto.
Agora, o Flamengo que se vire e se cuide com Assis, este mesmo que afirmou há pouco – pasmem – que “ainda nem conversou” com o clube.
Devem chegar a um acordo, claro. Todas as partes envolvidas querem. Mas cautela nunca é demais.
Porque de Assis, já se sabe: sem documento assinado, reconhecido, autenticado e carimbado, palavra empenhada só rima com…Nada.
E o pior é que ele se acha o máximo. Mas só ele mesmo. Fazendo papel de palhaço e achando que é o malabarista. Alguém algum dia vai confiar nesse traste? Claro que não.
A vida segue e Ronaldinho vai sendo riscado das páginas dos torcedores gremistas, que já vão tentando esquecer que um dia ele pisou no Olímpico se formando no clube, pois saiu jogando muito, mas fora do campo não aprendeu nada. Sequer vontade própria ele tem...
Após a desistência do Grêmio em contratar o meia Ronaldinho, o vice-presidente de futebol do Inter, Roberto Siegmann, comentou a novela que sacudiu o futebol gaúcho. Segundo ele, ações semelhantes à do arquirrival não serão vistas no Beira-Rio tão cedo.
- Não sou favorável a este tipo de contratação, de jogadores renomados, pois acho que não faz bem ao vestiário. Tem de haver um nivelamento - disse o dirigente, que vê Ronaldinho mais como um garoto-propaganda do que um jogador que daria a resposta em campo.
O dirigente aproveitou o fato para argumentar a favor da política do Inter, de não falar publicamente sobre negociações.
Alívio: Fala aí Siegmann... Na verdade esse foi um grito de alívio do Inter pelo Grêmio não ter contratado Ronaldinho. Não me venha com o conto da 'Carrocinha' (blá-blá-blá...). Oh conversaiada sem cabimento. Claro que ele não faria bem ao vestiário. O Inter quer o Luis Fabiano. E daí? Esse faria bem ao vestiário Colorado? Papo de mané-rival, nada mais que isso. Claro quando você fica de fora, somente vendo o que acontece, e torcendo contra (medo) fica mais fácil. Oh Siegmann, cade o talento cidadão. É fraco.
Desistência de Ronaldinho e parceria ameaçada
As duas principais ações da recém-empossada diretoria gremista comandada por Paulo Odone foram a tentativa de contratar Ronaldinho, e a aproximação com a Traffic. Mas a empresa, que negocia com o Grêmio modelos de negócios para contratar jogadores, e também é parceira da Grêmio Empreendimentos no projeto da Nova Arena, está ao lado do Flamengo no esperado acerto entre o rubro-negro carioca e o jogador.
Após anunciar neste sábado a retirada da proposta apresentada ao empresário Assis, irmão de Ronaldinho, dirigentes do Grêmio colocaram em dúvida a futura convivência com a Traffic. O vice de futebol Antônio Vicente Martins admitiu em entrevista coletiva que repensa o trabalho conjunto com a empresa de marketing esportivo.
- O Grêmio não tem uma parceria assinada com a Traffic. E isso interefere (ajudar o Flamengo). Evidente que sim. Vamos avaliar todo o episódio - disse.
Nesta segunda-feira, o Grêmio saberá o resultado de uma reunião entre dirigentes do Nacional-URU e o empresário do zagueiro Sebastian Coates. Com boa parte de recursos oferecidos pela Traffic, o tricolor gaúcho está próximo de contratar a jovem revelação uruguaia, precisando de um aval do empresário para anunciar o acerto, por aproximadamente US$ 4 milhões. Ainda não se sabe qual o impacto do estremecimento das relações com a empresa na reunião, e no desfecho.
Atitude: Coisa que a ex-diretoria do Grêmio não tinha, a atual tem. ATITUDE. Com certeza, os gremistas não esperam menos que isso de Paulo Odone, que já mostrou grande folha de trabalho bem feito dentro do Olímpico como presidente. Até demorou para o Grêmio chutar o balde nessa novela Ronaldinho Gaúcho sem cabimento. Se o cara estivesse em início, ou meio de carreira, tudo certo essa enrolação. Mas o cidadão está em fim de carreira e curtindo a noite como nunca. E tem mais eu acredito que a decisão do Grêmio foi sábia, pois o grupo Tricolor está bom e um 'estrelão' desses (quase sem brilho algum) deveria mais atrapalhar o elenco (rachar) do que ajudar. Boa sorte Ronaldinho Gaúcho.