Coluna Primeiro Lance - O Diário 22.06.2010
Convenceu
A seleção brasileira animou mais o seu torcedor na partida de domingo diante da Costa do Marfim. Todos esperavam mais futebol, que o apresentado na estreia, mesmo que o adversário era mais forte que os norte-coreanos, e também um placar mais tranquilo e o bom é que as duas coisas aconteceram. A coletividade dos brasileiros apareceu em campo no jogo. E daí, quando isso acontece fica bem mais fácil para os comandados de Dunga passarem pelos adversários e tudo acaba em samba. Kaká foi decisivo e deixou Luis Fabiano e depois Elano na cara do gol. Assim fica fácil é só balançar a rede. Luis Fabiano marcou duas vezes para afastar de vez o jejum de estar seis jogos sem marcar. Elano é a surpresa boa da seleção até o momento. Muitas vezes eu critiquei o meia, agora tiro o chapéu. Eu falei mais que uma vez na semana passada que a seleção da Costa do Marfim daria ‘porrada’ nos brasileiros. E foi o que mais aconteceu na partida.
Pontos positivos
Atitude. Essa foi a principal virtude da seleção brasileira. Foi determinada e provou mais uma vez, que quando enfrenta adversários mais qualificados, ou pelo menos com mais força física, jogam melhor, com mais vontade. Quando joga contra equipes de menos expressão se acomodam e sofrem para vencer, pois acham que vão marcar a qualquer momento. Contra os africanos, o Brasil deu menos espaços para o adversário e chegou ao ataque decidido a definir. A seleção mostrou grande evolução e assim esperamos que jogue até a grande final, sempre crescendo mais.
Pontos negativos
É complicado definir se o principal ponto negativo foi a arbitragem ‘frouxa’ e descompromissada, que deixando a partida deslanchar para o anti-jogo, por parte dos africanos, ou a própria ‘bandidagem’ dos africanos que não apresentaram futebol e depois de estarem tomando uma goleada, que podia até ser maior, começaram a dar ‘porrada’ até na sombra dos brasileiros. E a arbitragem nem bola. Outro ponto negativo foi justamente a infantilidade de Kaká, de não se ligar que qualquer movimento diferente que ele fizesse o juiz ia expulsa-lo, pois tinha acabado de mostrar o amarelo para o meia e já estava de marcação pra cima dele. Porém, o lance foi normal do jogo e o africano simulou ter sido agredido. Mais um ponto negativo, e este deve ser corrigido com urgência, é a sonolência da defesa brasileira na reta final das partidas. Mais um gol sofrido, que não fez diferença, mas e a hora que fizer? Sobre o toque de mão de Luis Fabiano, não visto pela arbitragem, no segundo gol deixa pra lá.
A maior goleada
Depois do Brasil apresentar um futebol mais convincente, digno de Copa do Mundo, foi a vez do nosso adversário da próxima sexta, não somente jogar melhor, mas arrebentar contra a Coreia do Norte, que jogou mais aberta do que contra o Brasil na estreia e foi massacrada: 7 a 0, a maior goleada desta Copa até aqui e acredito que será a maior de toda a Copa.
A força dos sul-americanos
Se na Copa do Mundo de 2006 os europeus mostraram força e, já nas quartas de final apenas Brasil e Argentina estavam figuravam entre as seleções européias, e os dois caíram nesta fase, neste ano, pelo menos até aqui, os clubes sul-americanos dominam o mundial. Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile lideram seus grupos. Vamos ver até aonde vai esse domínio. Já tenho dito que acredito na chegada de Brasil e Argentina entre os quatro. Os hermanos não porque eu gostaria de vê-los nas cabeças, mas pelo futebol que eles vêm apresentando. Porém, não seria mau negócio alguma boa surpresa, algum, ou todos os esses outros também chegassem.
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