quarta-feira, 12 de agosto de 2009

COLUNA PRIMEIRO LANCE - O DIÁRIO (13.08)

Vitória magra
Mais uma vez a nossa seleção mostrou que contra equipes pequenas, sem nenhuma expressão no futebol como a Estônia, está longe de aprender jogar. Porque adversário como o de ontem fazem forte marcação, jogando na retranca para não tomar um saco de gols e sempre dá certo contra o Brasil, que só sabe jogar com a bola no pé. Mesmo com a superioridade técnica a seleção ficou devendo na vitória por 1 a 0, pois poderia ter feito pelo menos 3 a 0, já que Tardelli e Julio Batista perderam um gol cada, que qualquer loco metido a jogador faria. E ainda o juizão não quis dar um pênalti no Nilmar, no último lance. Foi um jogo-treino na verdade, de pouquíssimas emoções.

Elenco sem time
No inicio do Brasileirão, até comentei sobre isso, minha impressão era que o Grêmio tinha novamente um bom time, mas faltava grupo. Me enganei. É óbvio que depois foram contratados alguns boleiros e outros dispensados. E na verdade, hoje acontece o contrário. Analisando friamente a campanha do Tricolor, logo vimos que depois de sete derrotas em 9 jogos fora de casa, nota-se que a diretoria se preocupou em montar um elenco, o que faltou no ano passado para conquistar o Brasileiro, e esqueceu de montar um time. Tem bons jogadores pra um grupo, mas poucos bons titulares. As referências técnicas do Tricolor oscilam demais. Tem jogos fora de casa que Souza some de campo e o Tcheco parece uma barata tonta. E aí Autuori olha pro banco e pensa...: “vou tirar um deles e botar… quem?”. É o que está acontecendo nesta semana, em que o Grêmio se prepara para receber o Flamengo, domingo, e não poderá contar com nenhum dos dois jogadores, que cumprem suspensão pelo terceiro amarelo.

Grupo fechado com Tite
Ontem pela manhã de dentro do vestiário do Inter, o técnico Tite, após estar perdendo o comando, foi respaldado por Fernando Carvalho e acabou com a "Festa" de algumas lideranças que tentavam puxar o tapete do treinador. Tite, falou na cara, olho no olho e, recuperou o moral. Os jogadores estão fechadíssimos com o técnico, conforme declaração de Bolívar, ainda na terça. Agora, os resultados dentro de campo dirão se surtiu efeito o choque. Enquanto isso, o ‘fanfarrão’ D’Alessandro quebrou o silêncio e falou sobre os dias que ficou afastado do grupo principal. O jogador destacou que a quantidade de partidas o sacrificou e, por isso foi importante uma parada para melhorar o condicionamento físico. Além disso, o argentino explicou que não ocorreu nenhum atrito com o técnico Tite e que permanece focado na conquista do Brasileiro.

Figueira
O diretor-superintendente da Figueirense Participações, Thiago d’Ivanenko, disse que os dirigentes do clube mantêm a confiança na comissão técnica do Alvinegro, mesmo com a terceira derrota consecutiva, na terça-feira o time foi derrotado por 1 a 0 pelo Bragantino, em SP. Segundo ele, nada será mudado no time, pelo menos até o jogo contra o Duque de Caxias, no próximo sábado. O dirigente afirmou que não há tempo para lamentações e ressaltou a importância da continuidade da equipe técnica.

Punição
A Conmebol está disposta a punir os clubes que colocarem times reservas em campo na disputa da Sul-Americana. De acordo com dirigentes a entidade paga os clubes e também quer retorno, ou seja, grandes públicos nos estádios. A entidade também alega que a atitude prejudica uma reivindicação dos clubes brasileiros de valorizar a competição dando uma vaga ao campeão na Libertadores do ano seguinte, proposta que ainda está em discussão, mas que perde força com esta situação. Essa é uma discussão que ainda dará muito ‘pano pra manga’, pois todos os jogadores dos clubes estão aptos a disputar o torneio e com certeza o técnico é quem decide quem colocar em campo.

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