segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Gre-Nal 390

Gre-Nal pegado, com quatro gols e sem vencedor. Dentro de campo o clássico de maior rivalidade do país foi uma guerra, do jeito que o torcedor gosta e espera que seja sempre. No ponto de vista da necessidade de pontos, as duas equipes precisavam da vitória, mas ela não aconteceu. Os destaques do jogo foram: no lado colorado o argentino Jesús Dátolo foi a surpresa. Fez sua estreia e guardou seu gol. Deixou uma boa impressão, mostrando que é realmente um reforço de qualidade.

No Grêmio, o atacante Marcelo Moreno foi o nome do jogo. No mesmo nível dele estiveram o garoto Fernando e Marquinhos, no meio campo. Este último foi bastante importante taticamente, e ainda marcou um gol quando tentou cruzar e meteu direto.

O empate deve ser mais comemorado pelos colorados, já que o Inter jogou com time misto e não foi derrotado, apesar de ter ficado na roda na maior parte do jogo.

Grêmio e Colorado estão na mesma situação. Conquistaram sete pontos em cinco jogos, com duas vitórias, um empate e duas
derrotas.

"Em 2004 eu encontrei minha felicidade"

O Gre-Nal já é um clássico difícil. Vestir a camisa do Inter — ou do Grêmio — pela primeira vez no jogo de maior rivalidade do Estado é privilégio de poucos. Fernandão, atual diretor técnico do Inter, estreou em 2004 e foi o responsável por um gol histórico: o de número mil dos clássicos. Passados oito anos, o ex-capitão colorado fala sobre o momento com desenvoltura, como se o feito tivesse ocorrido há poucas horas.
— No meu primeiro jogo eu faço um gol histórico. Ali naquele momento eu vi que tinha feito uma boa escolha, que estar em Porto Alegre seria uma coisa muito legal.
— Lembro que o (técnico) Joel (Santana) treinou e concentrou todo mundo, inclusive eu. Ele disse que ia me utilizar no segundo tempo. No intervalo, fizemos uma alteração tática, me colocaram para a meia, o (Elder) Granja foi para a ala. Perdíamos de 1 a 0, eu sofri uma falta que originou o empate e depois o Granja fez um cruzamento que me deu este momento histórico — resumiu Fernandão.
O ex-jogador lembra, ainda, que havia lido algo a respeito da possibilidade de ser marcado o milésimo gol dos clássicos. Com um gesto rápido, o ídolo colorado ajoelhou-se para agradecer o gol da estreia e, então, recebeu a notícia de Rafael Sobis. Estava iniciada uma carreira vitoriosa de grande identificação com o clube. Identificação destacada pelo dirigente para exemplificar o atual momento do Inter. Fernandão particiou de sete Gre-Nais, venceu três e marcou quatro gols.
— Ajoelhei para agradecer pela minha estreia. Eu sabia da importância do Gre-Nal, hoje, claro, eu tenho a real dimensão que é, que é muito maior. Depois, o Sóbis disse que eu era "largo", porque era o gol mil — brinca.
— Desde 2002 quando o Fernando (Carvalho) assumiu que o Inter passou a ter jogadores com identificação com o clube. Isso faz com que um jogador como Dagoberto, que chega, já sabe como as coisas funcionam. Ali todo mundo cobra. E ele me disse que viu a diferença. Te garanto 100%: não vi o Dagoberto treinar no SP 50% em como treinou agora aqui no Inter. Aqui a cobrança é muito grande.

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