Promessas, lançamento de editais, projetos, conversa fiada, mais promessa e assim segue a "novela" de duplicações das rodovias federais. Eles conseguem ganhar o povão no cansaço. É muito descaso. Vamos la: duplicação da BR-470, entre Indaial e Navegantes, 74 quilômetros, o diretor do DNIT manteve o cronograma e a expectativa de que o projeto executivo seja concluído no primeiro semestre. Custo R$ 1,4 bilhão, resta saber se já está superfaturada, senão vão pedir aditivo antes de iniciar a obra. Portanto, anuncia o lançamento do edital para execução da obra a partir de agosto. Se tudo correr bem, sem recursos, admite a possibilidade de inicio da duplicação no final do ano. Ocorrendo, contudo, os entraves administrativos e judiciais que marcaram seu histórico, fica tudo para 2013.
Em situação parecida está a BR-280, que corta o planalto norte catarinense. Também com pouco mais de 70 quilômetros e orçada em R$ 1,2 bilhão, a obra depende dos projetos executivos. Os estudos estão mais adiantados e a promessa é de que a contratação das obras seja lançado no final do primeiro semestre.
As duas estão incluídas no PAC e, segundo João José, com os recursos assegurados no orçamento da União, o que também ocorre com as principais obras de arte da BR-101 sul.
O Diretor do DNIT anunciou, finalmente, estudos preliminares para implantação do contorno de Santo Amaro da Imperatriz da BR-282. O trajeto atual vale-se de antiga estrada estadual. Era provisório e virou definitivo.
E temos ainda a 282 aqui no Oeste, que vai sempre de mal a pior e nada de tomarem providências. Começaram a duplicação no trecho de Xanxerê e a obra já parou a cerca de quatro meses.
Mas acho que tudo fica para 2014, quando surgirão novas promessas, o famoso: "agora vai, temos os recursos garantidos". E o pior de tudo é que o povo acaba acreditando e dá crédito a esses falatórios. Só balela, nada de compromisso.
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