Celso Roth e os novos tempos...
São quase os mesmos jogadores (com exceção de Renan, Tinga e, eventualmente, Sobis) dos tempos de Jorge Fossati, mas o Inter vive uma fase bem diferente.
O que teria mudado tanto o Inter, da equipe insegura, capaz de perder para o Vasco depois de fazer 2 a 0, à que está bem perto do título da Libertadores?
Acerta quem responder Celso Roth.
Está certo, há quem não admita elogios a Roth, não importa a cor de sua preferência. Parece algo proibido, capaz de lotar as caixas de mensagens com restrições em azul ou vermelho, sempre com a mesma linha de raciocínio: Roth largaria sempre bem, mas terminaria mal.
Tudo bem, sempre foi assim, mas é justo destacar o trabalho dele nesta fase de Inter - assim como foi competente na última passagem pelo Grêmio.
Quando chegou ao Inter, ele adotou um esquema que privilegia o controle de bola, bem como faziam algumas seleções da Copa. Neste estilo, o time ataca e defende bem.
Mais importante. Nesta fase, Roth tem mantido sua convicção como nunca.
Em outras épocas, um técnico gaúcho não resistiria à tentação de reforçar seu meio-campo com outro volante em um jogo decisivo de Libertadores, como o de quarta-feira, fora de casa.
Quantas vezes já vimos isso por aqui?
Pois bem, Roth usou um atacante (Giuliano) no lugar de um titular (Tinga), com a mesma função, compondo aquela linha de três jogadores que fica depois dos volantes e antes do atacante avançado.
O resultado, todos viram. O Inter jogou como se estivesse em casa e venceu com sobras.
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