sexta-feira, 23 de julho de 2010

Coluna de O Diário final de semana

CBF quer Muricy. Flu não deixa
O escolhido pela CBF para comandar a seleção brasileira rumo a Copa de 2014 é Muricy Ramalho, que foi anunciado nesta sexta. Mas depois da conversa com Ricardo Teixeira, o técnico diz que aceitou o convite, porém faltava o acerto com o Fluminense. Este não aconteceu. O clube das Laranjeiras foi taxativo. Mesmo que a CBF declinasse em dividir o treinador até o final do ano, o Flu não aceita dividi-lo e ponto final. A CBF, por sua vez, quer ouvir o não do treinador, e só se posicionará oficialmente depois da resposta dele. Muricy só falará após o clássico contra o Botafogo, neste domingo, às 18h30, mas o presidente tricolor Roberto Horcades garante: ele não deixará o clube e terá seu contrato renovado até dezembro de 2012. Se a sua resposta for não, basta saber se a CBF voltará a apostar em Mano Menezes, que passou a ser a opção número um após a negativa de Felipão. Com Muricy ou Mano a seleção estará bem servida de treinador, logicamente se os deixarem trabalhar. Aliás, fora o Felipão que disse não são os dois que tem condições para assumirem o cargo.

Marcação
É notório que falta marcação no meio campo do Grêmio e nesse furo que o time de Silas vem obtendo maus resultados. Antes do jogo com o Vasco a intenção era despachar o treinador, mas depois do empate surgiram, principalmente por parte dos jogadores, o discurso da mudança de esquema, e de postura principalmente. Que só alterar esquema não tem muito futuro quando a vontade é pouca. Tudo bem. Agora partimos para a prática. O esquema suado é o 4-4-2, que na verdade é 4-2-4, porque Douglas não marca ninguém, assim como Hugo, os dois só sabem aramar, Rochemback é um cercador e apenas Adilson marca. A ideia é passar para o 3-5-2, o que não vai mudar, talvez pra pior, porque o Grêmio tem dois zagueiros razoáveis e Silas está disposto a escalar mais um e continua com um marcador apenas. Não vai conseguir solidez defensiva e fragilizará, ainda mais, o meio-campo. Moral da história: até cego vê que o meio de campo é o setor que deve ser mexido. Tem que por um verdadeiro volante. Que seja o Ferdinando então (nunca pensei que teria que apelar pra esse sujeito), que pelo menos cumpre a risca o comando tático e com ele o time foi campeão gaúcho neste ano.

Alecsandro solta o verbo
O Alecsandro é a arma sem munição do Inter. Mesmo depois de ter sido o nome do jogo contra o Atlético-MG, quando fez dois gols (é o mínimo, pois centroavante tem que marcar), ainda não convence a maioria, pois é muito irregular. Mas ele já se achou no direito de, a público, fazer revelações que diz respeitam somente aos integrantes do vestiário. Inclusive, para não se repetir aquelas ‘panelinhas’, que só fazem mal ao grupo. Mas o ‘mala’ foi logo falando a imprensa que não recomenda os jovens jogadores do clube, os quais os colorados depositam sérias expectativas. Além de revelar que os garotos andavam “mascarados”, não titubeou em chamar Taison e Walter de emergentes, que sucumbiram ao deslumbramento, relatando que Roth identificou este problema rapidamente, e por aí se explicaria o sucesso recente do Inter. Por isso, que o negócio dos jogadores é jogar futebol, falar é pra quem sabe o que está falando, para não dizer besteira. Faz tempo que ecoam rumores de que a “velha guarda” anda se estranhando com os garotos. Mas daí Alecsandro esperar um momento em que fez uns golzinhos para falar isso, já é vingança. Além de não ter assimilado, que o problema não era os garotos, e sim Fossati.

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