segunda-feira, 24 de maio de 2010

Coluna Primeiro Lance - O Diário 25.05.2010

Nova goleada
No sábado eu comentei rapidamente com o meu amigo e colega Badá Badalotti. Que eu achava que Chapecoense tinha que fazer uns quatro a zero no Brusque, pois o torcedor verde-branco merece, pela confiança que teve no time, até a última rodada do Catarinão. E aconteceu o 4 a 1. Muitas mudanças ocorreram em relação ao time rebaixado no estadual. Não vamos aqui dizer que tudo está perfeito, lógico que ainda falta muito para o time de Macuglia ganhar de fato alguma, mas o principal é que o Verdão está de volta, mais forte, com vontade, com raça e com um artilheiro, Neilson, a nova arma da Chapecoense. Precisa garantir a vaga a final do turno da Copa SC, no jogo de volta, e repetir as boas atuações nas partidas da final. Por enquanto vamos comemorar bastante essas três grandes vitórias consecutivas, onde marcou 11 gols e tomou apenas 2, pois ajuda a reanimar nossa estima de termos um grande clube de futebol no Oeste.

Papelão
Grêmio e Inter protagonizaram um papelão neste final de semana pelo campeonato Brasileiro. Os dois perderam os jogos e também o discurso. Pois não adianta vim com esse papo mole de que o Tricolor jogou fora de casa, contra um Palmeiras motivado. E que o Colorado, mesmo que tenha jogado em casa, foi com um time misto. Me parece que cada um sabe de suas responsabilidades, ao menos deveria saber, e que o torcedor quer motivos para esse tipo de desfecho, pois já está cheio de desculpas. Se fossem times precários de condições técnicas, táticas e de pouca ofensividade, tudo certo. Mas já provaram, os dois, que tem bons planteis, tirando as defesas que são as mais fracas da história, pelo menos desde que me conheço por gente nunca vi tanta fraqueza neste setor, em nenhum dos clubes. Portanto, se espichem e arrumem as casas. E isso é para agora e não para o recesso da Copa, pois até o tal recesso chegar teremos pela frente outras quatro rodadas, ou seja, 12 pontos que farão, com certeza, muita diferença no final da competição.

Sem demagogia
Fui um dos que critiquei o inicio do trabalho de Silas no Olímpico, mas depois elogiei, porque percebi crescimento técnico e tático no time. Mas, parece que tudo isso se perdeu e ainda é difícil detectar as causas, que devem estar sendo examinadas internamente, sob pena de os problemas aumentarem indefinidamente. Do lado do Inter, nunca fui fã de Fossati, sempre tive certeza de que ele não tem o perfil do futebol brasileiro e muito menos do futebol gaúcho. Porém, o Colorado tem ainda um dos melhores elencos do futebol brasileiro, evitando, logicamente comparações com o grupo que venceu o Mundial. Lá existia mais raça, mais disposição. No domingo, o Inter perdeu, num jogo em que mais uma vez por erro supremo, jogadores que deveriam ter começado a partida ficaram no banco: é gozação, é brincadeira. Mas perdeu para um grande time de futebol, reforçado pelo talento enorme de Fernandão, que fez um gol que marca sua vida. O primeiro com a camisa do São Paulo, contra o time do seu coração.

Exemplo
A dupla Gre-Nal tem um exemplo bem próximo para ser seguido. O Avaí é o melhor time do Sul do país até aqui no Brasileirão. Os catarinenses asseguram a vice-liderança e o melhor ataque da competição com dez gols. E olha que a estrutura do Leão não é do mesmo tamanho de Grêmio e Inter. Mas se for para analisar os fatos paralelos, vamos a eles. O Avaí também passou pela eliminação na Copa do Brasil, como o Grêmio. E o Colorado tem menos desculpas ainda para apresentar, pois segue vivo na Libertadores.

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