Coluna Primeiro Lance - O Diário - 14.04.2010
Vaga a vista
A vaga do Inter nas oitavas de final da Libertadores será definida nesta noite. O time de Fossati, que diz ter gostado da ideia de comandar a seleção do Equador que fez novo convite ao uruguaio, enfrentará um Emelec, que mesmo sem chances na competição, está mobilizado, pois disputa as primeiras posições do campeonato nacional e jogará com os titulares nesta quarta. Será quase a mesma equipe que obrigou o Inter a um jogo heróico, logo na estreia do torneio, no Beira-Rio, vencendo por 2 a 1, de virada. O time do Equador tem ainda as alturas a seu favor. Será um desafio e tanto para o Colorado, que também está embalado pela conquista da vaga a final do returno do Gauchão.
Decisão
É apenas o primeiro jogo, terá volta na semana que vem, mas a partida do Grêmio nesta noite diante do Avaí é decisivo. Não será permitido errar, pois mesmo que os catarinenses estejam também com a cabeça na decisão do returno do Catarinense, no clássico do próximo final de semana contra o Figueira, com certeza não vão dar mole, eles estão motivados. A escalação gremista está praticamente confirmada, com o retorno do atacante Borges. Willian Magrão sofreu pancada no tornozelo direito no treinamento de segunda, mas não preocupa. Não podemos precisar, uma vez que Silas fechou o treino de ontem. Portanto, o Grêmio estará reforçado para o confronto, onde o mais importante é vencer sem tomar gols, já que joga em casa.
Pergunta que não cala...
O que está martelando a cabeça dos gremistas é a seguinte questão: como se portará o time de Silas nesta quarta? Depois da inaceitável derrota no principal momento do Gauchão a desconfiança do torcedor e mais do que previsível. É esperar para testemunhar e ver se depois do longo período de invencibilidade, principalmente dentro do Olímpico, a derrota diante do Pelotas foi apenas um acidente de percurso. E insisto em chamar a atenção, o jogo contra o Avaí terá um alto grau de periculosidade.
Koff reeleito
O gol de ouro da eleição do Clube dos 13 coube ao Guarani, de Campinas. O placar marcava 10 a 7 quando o presidente Leonel Martins de Oliveira levantou da cadeira e anunciou o nome do próprio time e o 11º voto para Fábio Koff. Mas não houve comemorações efusivas na sala, porque vencedores e perdedores já tinham ideia prévia do resultado. Era a confirmação da vitória sobre o oposicionista Kléber Leite, cujo apoio ostensivo da CBF mostrou-se insuficiente. A prova veio no 12 a 8 final em favor de novo mandato na presidência para Koff, no cargo desde 1996. Ou seja, os clubes entenderam a mensagem, se Kleber Leite fosse eleito, a entidade perderia sua independência ficando atrelada a CBF e o bando de abutres comandados por Ricardo Teixeira.
Clube dos 13
Cheio de planos, além da criação de uma liga de clubes e melhorar o contrato de direitos de televisionamento, hoje em R$ 1,6 bilhão, buscar dinheiro em mercados como o de Cingapura, no sudeste asiático, onde já acontece uma espécie de “degustação” dos jogos do Brasileirão e multiplicar o número de clubes de 20 para 40, Koff propõe comandar o Brasileirão e a Copa do Brasil, através da Liga. Por sua vez a CBF ficaria apenas com a Seleção Brasileira e suas competições. O presidente reeleito, porém, terá de enfrentar o rompimento com a CBF. Koff usou termos como “vassalos e amigos do rei” para se referir aos adversários.
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