sábado, 18 de julho de 2009

COLUNA PRIMEIRO LANCE - O DIÁRIO }(18 e 19.07)

É hora de Gre-Nal I
Paulo Autuori e Tite levam sérios problemas para o Gre-Nal 377, que marca o centenário do clássico, neste domingo 16h no Olímpico. Nada que eles não possam resolver, afinal, são treinadores de duas grandes equipes. Autuori não contava com o cartão amarelo de Léo nem com o vermelho, por absoluta insensatez, de Thiego. Como Réver é dúvida, e com lesão muscular não se brinca, poderá sobrar para o treinador gremista a última opção, Mário, aquele que sumiu, foi apelidado de Doril, mas tem sido jogador de grande qualidade nos treinamentos, ainda que jovem. Já Tite não tem volantes. Magrão está fora, Glaydson também e Sandro é dúvida, pelas mesmas razões de Réver. Mas, como o treinador já armou esquema com três zagueiros, precisa só de dois volantes. Um é Guiñazu, e o outro pode ser Danny Morais. Como se pode observar, e não poderia ser diferente, o que não falta para este clássico é mistério. Os treinadores gostam disso, principalmente quando estão diante de um jogo importante. Não sei se eles se divertem com isto ou acreditam, mesmo, que podem surpreender adversários. O fato é que ficamos esperando a escalação dos times até o último momento.

È hora de Gre-Nal II
A semana começou do Gre-Nal iniciou com a alegria dos gremistas, que contrastava com o desconsolo dos colorados. De um lado e de outro surgiram frases e explicações diferentes. Dirigentes gremistas exaltaram o bom momento do time, ao mesmo tempo em que no Beira-Rio se tentava justificar a crise técnica vivida pelo Colorado. Mas não há nada como um dia após o outro. A rodada do meio de semana, da qual o Tricolor saiu derrotado e o Inter vitorioso, levantou o astral colorado e devolveu o rival para a sua realidade desconfiada. Quem estará, portanto, mais preparado técnica e psicologicamente para enfrentar o Gre-Nal de domingo, no Olímpico, tão carregado de significado histórico? Nenhuma resposta para esta pergunta será completa, porque sabidamente o clássico é sempre um jogo imprevisível, mesmo quando se faz a constatação de que um time é superior. Mas não há dúvida quanto a importância da vitória do Inter no jogo contra o Fluminense, quarta-feira, na volta dos gols de Taison. A autoestima colorada foi restabelecida no momento certo.

È hora de Gre-Nal III
O povo gremista está ansioso, o clássico é no Olímpico e o time vem crescendo de produção, apesar da derrota de quarta-feira, nas circunstâncias que conhecemos. A mobilização passa a ser geral da nação tricolor em busca da vitória no Domingo, em jogo que marca o centenário do maior clássico do Rio Grande do Sul. A data em que os gremistas comemoram o batismo do rival. Embora o Grêmio venha de sete clássicos sem vitoria está confiante numa virada. O time da Azenha, apesar dos desfalques, não vive o momento conturbado que tumultua o ambiente colorado, poderia ser o favorito por este fator. Mas acredito que não seja. O Inter, que tem uma base mais consistente, há mais tempo formada e mesmo que o momento não é dos melhores dentro do vestiário, sempre cresce quando o assunto é Gre-Nal. Ao contrário do Grêmio que nos últimos clássicos foi com muita cede e o nervosismo acabou sendo fundamental para os maus resultados. Autuori parece ter conseguido fazer os atletas entenderem seu esquema de jogo e, mais importante, faz questão de que os jogadores busquem o ataque, ainda mais eficaz, esse fator poderá sim ser determinante. O Grêmio pressiona muito os adversários e deverá ter a mesma postura no Gre-Nal e o Inter terá a incumbência de segurar as pontas, principalmente no inicio do jogo.

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