COLUNA PRIMEIRO LANCE - O DIÁRIO (16.06)
Fiasco na estreia
Depois de três vitórias consecutivas nas eliminatórias parecia que a seleção brasileira tinha encontrado o seu velho e bom futebol, mas na estreia da Copa das Confederações, ontem, voltou a mostrar deficiências primárias. Diante da inexpressiva seleção do Egito, o Brasil fez um bom primeiro tempo, dava pinta que iria golear, mas não demorou para a mascara cair. Começou o segundo tempo com aquele burocrático toque de bola, chato, que além de raiva dá nojo, e veio o golpe. Os egípcios descontaram e já na saída de bola do time de Dunga, veio o empate. Um minuto e a casa caiu. A consequência foi a mesma de sempre: desconcentração, nervosismo, pouca posse de bola, a marcação que nunca existe e o inacreditável, a seleção do Egito colocou o Brasil na roda, literalmente. No apagar das luzes, no desespero, no sufoco, veio o pênalti, que não foi visto pelo juiz, mas foi anotado na sequencia, para a sorte da nossa seleção, o gol salvador, 4 a 3. Individualmente a seleção tem muitas carências. Ontem Robinho e Kaká não fizeram grande apresentação, enquanto Kleber e Gilberto Silva continuam sendo dois pesos mortos em campo. O Brasil não mereceu a vitória, mas venceu. Que sirva de lição. Quinta-feira é com os EUA.
Inter perde a liderança
Pra quem apostava numa equipe ‘imbatível’, que dispararia na liderança do Brasileirão impondo dificuldades imensas de qualquer outra equipe alcançá-lo, o Inter não foi muito longe para mostrar que também sofre do mesmo mal que outras equipes: dificuldades quando não joga com o time completo. Tite escalou mal, o Inter não rendeu o suficiente, ficou no empate sem gols diante do Vitória, no Beira-Rio e perdeu a liderança momentaneamente, por saldo de gols, para o Atlético-MG. Quando digo que Tite errou na escalação, tenho certeza de que ao invés de começar com Rosinei, no meio, e Talles Cunha, no ataque, deveria ter colocado Andrezinho no meio e Taison lado do Alecssandro, no ataque. Faltou para Tite, ousadia e vontade de ganhar. E aí os colorados tem que aguentar o Roth como líder do Brasileirão.
Grêmio decide vaga
A semana no Olímpico começou com as atenções voltadas a Libertadores. Depois de quinze dias, de folga na competição, o Grêmio entra novamente em campo para defender uma vaga a semifinal do principal torneio das Américas, amanhã. Na primeira partida, na Venezuela, o placar acabou igual, 1 a 1, e agora o Tricolor terá que vencer o adversário, já que o único empate que lhe favorece é o 0 a 0. Acredito que o time de Autuori não terá grandes dificuldades de passar pelo Caracas, mas todo o cuidado é pouco, pois como favorito devia ter encaminhado a vaga já no jogo de ida, o que não aconteceu. No Brasileirão o Grêmio manteve dois tabus no domingo, o de não perder para o Flu desde 2005 e de não vencer este adversário no Maracanã há 16 anos. O Grêmio teve um bom primeiro tempo, dando a impressão de que sairia vencedor. Mas, inexplicavelmente, caiu de produção na segunda etapa. O Flu também não fez por merecer a vitória e o jogo acabou sem gols.
Avaí na lanterna
Estava demorando, mas aconteceu. O Leão da Ilha perdeu a primeira no Brasileirão e consequentemente assumiu a lanterna da competição. Com um pequeno público na Arena do Barueri, no domingo, o Avaí saiu na frente do marcador, porém, na segunda etapa o Barueri conseguiu virar o placar e deixou o Avaí na última posição. Venho dizendo desde janeiro, ou o Avaí pensa grande e busca parcerias urgentes para reforçar o elenco, ou será um dos rebaixados.
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