Brasil campeão
Se o lema dos americanos era “Yes, we can” (“Sim, nós podemos), imortalizado pelo presidente Barack Obama, a seleção de Dunga mostrou que é brasileira e não desiste nunca. Numa batalha digna de final, o time de Dunga mais uma vez mostrou poder de reação. Depois de estar perdendo por 2 a 0, diante de um agressivo e surpreendente EUA, a seleção voltou para o segundo tempo decidida a ser campeã da Copa das Confederações, e não deu outra, 3 a 2 e o terceiro título da competição. E ainda teve um gol legitimo não visto pela arbitragem, que se mostrou muito fraca na competição. O goleirão norte-americano pegou a bola dentro do gol, quase tocou a rede no fundo a meta e a arbitragem mandou seguir. Vergonhoso. Dunga, novamente teve sorte nas alterações. Tirou dois jogadores que estavam bem na partida, André Santos e Ramires, para entrada de Elano e Daniel Alves. Foi de Elano o cruzamento de escanteio para o gol do título, numa cabeçada a queima-roupa do capitão Lúcio. Apesar das constantes criticas a Dunga, inclusive desta coluna, tem que tirar o chapéu para rapaz, pois até aqui ele comandou a seleção em 45 jogos, anotando 31 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas. Com os dois gols de domingo, Luís Fabiano virou o artilheiro da era Dunga, com 16, um a mais que Robinho.
Grêmio se complica
Cada vez fica mais complicada a situação do Grêmio no Brasileirão. E nem é possível fazer crítica muito forte, porque o foco é a Libertadores. Mesmo que pudessem ter jogado alguns titulares, há que se entender a decisão do técnico, não querendo arriscar alguma zebra visando à partida de quinta-feira. Mas, depois do empate, o time deveria ter tido forças para garantir aquele pontinho fora de casa. Claro que a expulsão de Jonas, na segunda etapa, foi altamente prejudicial para o Tricolor. E alguns dos novos, por razões até de estreia e inibição, estiveram abaixo do que deveriam estar para serem titulares do Grêmio. Porém, houve algumas boas surpresas, talvez nem tanto, porque já eram conhecidos. Como é o caso de Maylson, que teve uma boa jornada, além do goleiro Marcelo que confirmou suas qualidades e devolve a titularidade para o Victor de cabeça erguida, certo da missão cumprida. Agora, tudo é decisão, tudo é Libertadores e tanto quanto os atletas, o torcedor deve apoiar totalmente a equipe dentro do campo.
Homem gol
O atacante equatoriano Bolaños fez uma estreia de gala no Colorado digna de estátua no Beira-Rio. Há quanto tempo um jogador do Internacional não fazia três gols no Beira-Rio? Independentemente do que acontecer com o atacante em sua passagem pelo Inter, ele já escreveu seu nome na história do clube. Em um jogo apenas, ajudou o colorado a encostar no Atlético-MG, líder da competição, ficando em segundo lugar e perdendo apenas nos critérios. Domingo, o time do Inter teve competência suficiente para ganhar e fazer os seus torcedores vibrarem. Venceu com todos os méritos, apesar de ter poupado seus titulares, e, principalmente, reencontrou o caminho do gol que esteve bloqueado nos últimos quatro jogos. Eu lhes digo com apoio da minha intuição: o equatoriano Bolaños veio para deixar seu nome guardado na memória dos torcedores colorados. O belo resultado serviu para alimentar a esperança colorada.
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